As 380 urnas eletrônicas distribuídas em 74 pontos da cidade registraram mais de 162 mil votos e a participação de 32 mil pessoas no domingo (6), durante a eleição dos conselheiros tutelares de Salvador. Integrantes de órgãos como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Ministério Público da Bahia e Defensoria Pública participaram da fiscalização do processo eleitoral. 
 
Para a apuração dos votos, foi montada estrutura especial composta por aproximadamente 50 escrutinadores e transmissão online, através de sistema criado pela Cogel, o que permitiu que a comunidade em geral acompanhasse a contagem dos votos e conhecesse os candidatos mais bem votados em toda cidade.
 
A lista preliminar dos candidatos eleitos e o resultado dos pedidos de impugnação serão publicados nos próximos dias no site http://www.cmdca.salvador.ba.gov.br/
Para o presidente da comissão organizadora, Renildo Barbosa, o processo de escolha chega ao fim com sucesso. “Mesmo sendo constatadas fragilidades na estrutura e suporte que deveriam ter sido garantidos para o trabalho da comissão e CMDCA, mesmo com reduzida divulgação institucional para a comunidade. 
 
Além de termos mais locais de votação que o processo anterior, a participação popular cresceu e foi 50% maior que a última eleição, com mais de 35 mil pessoas votando em toda a cidade”, afirmou o presidente do CMDCA. 
 
A eleição foi realizada após um ano de trabalho da Comissão Coordenadora, articulada e com apoio de secretarias municipais, Ministério Público, Defensoria Pública Estadual, Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Eleitoral, Cogel, Polícia Militar, Guarda Municipal e colégios estaduais.
 
“Mesmo com ausências e alguns problemas estruturais, a Operação Especial mantida por Decreto do Executivo Municipal garantiu que servidores e funcionários públicos, além de voluntários terceirizados, garantissem o funcionamento das secções eleitorais em toda a cidade e nas três ilhas”, avaliou Renildo Barbosa.  
 
A prática vedada de pedir votos e mobilizar eleitores, chamada de “boca de urna” foi identificada em alguns locais. A comissão organizadora tem o papel de analisar e avaliar a possível impugnação da candidatura do candidato beneficiado irregularmente.